VÍDEO: Maníaco de Goiânia é suspeito de 50 estupros; 22 tem comprovação pericial

Exames de DNA comprovaram que Wellington Ribeiro da Silva, que já havia sido autuado pelo mesmo crime em 2011, e tinha contra si oito mandados de prisão em aberto, violentou pelo menos 22 mulheres nos últimos 11 anos




Dos 50 possíveis crimes, 22 estupros tem comprovações periciais, realizadas por exames de DNA; Segundo a PC, suspeito nunca tirava o capacete (Foto: divulgação/PC)
Dos 50 possíveis crimes, 22 estupros tem comprovações periciais, realizadas por exames de DNA; Segundo a PC, suspeito nunca tirava o capacete (Foto: divulgação/PC)

Polícia Civil (PC) apresentou nesta quinta-feira (19) à imprensa um homem de 52 anos que pode ter estuprado, de 2008 até agora, mais de 50 mulheres em GoiásExames realizados pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica já comprovaram a participação de Wellington Ribeiro da Silva em 22 estupros. Porém, dependendo de outras análises que ainda não foram concluídas, o número pode subir de modo que ele possa vir a ser considerado o maior estuprador já preso em Goiás e um dos maiores do Brasil.

Há pelo menos 22 anos, segundo a Polícia Civil, Wellington Ribeiro comete crimes em diferentes partes do Brasil. Em 1997, em Rondonópolis, no Mato Grosso, ele matou e degolou a mulher, com quem morava na época, e as duas filhas dela. Já no ano de 2011, ele foi preso em Goiás depois invadir uma residência e estuprar uma mulher e a filha dela de apenas cinco meses. Naquele ano, porém, como já havia sido condenado há 52 anos pelo triplo homicídio cometido em 1997, Wellington foi transferido para o Mato Grosso, de onde conseguiu fugir da cadeia em 2013.

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Polícia prende maior estuprador em série de Goiás

De volta à Goiás, ainda conforme apontam as investigações conduzidas por uma força tarefa montada pela Polícia Civil, Wellington Ribeiro teria estuprado pelo menos 47 mulheres, grande parte delas com idades entre 12, 13 e 14 anos. Uma das vítimas, com 12 anos, chegou a reconhecer o suspeito. Ela foi abordada após sair de uma igreja em Aparecida de Goiânia na noite de 31 de dezembro de 2018.




Exames ligaram o suspeito a 22 crimes; segundo investigadores, crimes ocorrem desde 2008 (Foto: divulgação/PC)

Atuação

“Ele agia sempre da mesma forma, dava preferências por mulheres que estavam sozinhas em pontos de ônibus ou caminhando pela rua, chegava em uma moto, nunca tirava o capacete e, inicialmente, anunciava um assalto. Logo, entretanto, obrigava a vítima a subir na garupa e então a estuprava” relatou o delegado Carlos Levergger, titular do 5º Distritro Policial de Aparecida de Goiânia. Veja vídeo registrado por câmera de segurança:




No momento em que foi preso, Wellington apresentou documentos falsos aos policiais. Na casa em que ele morava, no Setor Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia, os agentes encontraram vários chips de telefone celular, um simulacro de pistola e uma moto roubada. “É uma pessoa que não tem família, não mantém relação com ninguém, não tem rede social e, só este ano, já usou 12 motos diferentes para cometer os crimes, tudo isso para dificultar o trabalho da polícia”, pontuou Carlos Levergger.

Dentinho e João de Deus

Caso seja confirmada a participação de Wellington Ribeiro nos 47 casos em que está sendo investigado, ele ultrapassará Wanderson Alves de Carvalho, o “Dentinho”. O criminoso foi preso em julho de 2004 em Goiânia e que ainda hoje cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia por ter estuprado quase 30 mulheres.





A Polícia Civil de Goiás disse que pelo menos por enquanto considera Wellington Ribeiro o maior estuprador em série já preso em Goiás, com um número de vítimas maior até mesmo que do médium João Teixeira de Faria, o “João de Deus”. “O que temos em relação ao Wellington são fatos comprovados por exames de DNA, fica difícil comparar com o caso do João de Deus, que até agora tem apenas alguns inquéritos e várias denúncias, mas que foram feitas para o Ministério Público via e-mail ou telefone”, pontuou a delegada Renata Cheim, chefe da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil de Goiás.




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