Menina de 2 anos morre eletrocutada em tomada de apartamento em Goiânia

Segundo o Corpo de Bombeiros, foram realizados 45 minutos de massagem cardiorrespiratória na criança, mas ela não resistiu. Perícia destaca que tomada estava desparafusada



Menina chegou a ser socorrida no local, mas não resistiu (Foto: Divulgação/ TV Anhanguera)
Menina chegou a ser socorrida no local, mas não resistiu (Foto: Divulgação/ TV Anhanguera)

Uma criança de 2 anos morreu após sofrer um choque elétrico numa tomada dentro do apartamento em que morava no Residencial Eldorado, na tarde deste domingo (14). Segundo o Corpo de Bombeiros, a menina não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu ainda no local.

De acordo com a corporação, as primeiras orientações de resgate foram repassadas por telefone à mãe da criança. Enquanto isso, uma viatura de intervenção rápida foi encaminhada ao local. Socorristas realizaram massagens cardiorrespiratórias por cerca de 45 minutos, mas a criança não resistiu.

Aos bombeiros, a mãe disse que a criança teve acesso a uma tomada desparafusada que ficava escondida pelo sofá. O corpo da criança ficou aos cuidados do Instituto Médico Legal (IML), que, segundo órgão, foi liberado à família por volta das 7 horas da manhã desta segunda-feira (15).

Perícia e cuidados

De acordo com o perito criminal Tarcízio Valentim, a estrutura plástica da tomada não estava parafusada e a criança teve acesso à fiação elétrica. “A tomada conta com um espelho que fica encaixado na caixa metálica de passagem, que, por sua vez, fica chumbada na parede. Pelo fato da estrutura de proteção não estar parafusada, a criança conseguiu puxar esse espelho e ter acesso à fiação”, pontua.

O perito criminal destaca que a tomada ficava na sala e a 30 centímetros do chão. Ele também conta que o plugue é do modelo mais atual, mas estava posicionado em uma caixa de passagem antiga, com cerca de 20 anos.

“Sempre que se for fazer uma mudança é importante prestar atenção nesses detalhes. Ver se a passagem condiz com o espelho da tomada. Ver se o parafuso realmente está bem fixado. Caso contrário, troque o parafuso. Essas mudanças devem ser bem inspecionadas para evitar esses tipos de tragédias”, destaca.

Segundo Tarcízio, as evidências colhidas no local serão utilizadas para as confecções dos laudos periciais.

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