Investigação aponta que avós teriam trocado pulseiras de bebês por acreditar que apenas os nomes estivessem errados

A suspeita é que bebês estariam com as pulseiras de identificação corretas mas foram entregues às mães erradas, segundo a delegada Renata Vieira


(Foto: Myriam Zilles/Pixabay)
(Foto: Myriam Zilles/Pixabay)

Os recém-nascidos que foram trocados no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) estariam com as pulseiras de identificação corretas, mas as avós teriam trocado por acreditar que apenas os nomes estivessem errados. “As avós perceberam que os supostos netos estavam com o nome de outra mulher e então trocaram apenas as pulseirinhas”, disse ao Mais Goiás a delegada Renata Vieira, responsável pelo caso. A investigação ainda está em andamento.

Parte dos familiares dos bebês já prestou depoimento. Uma das avós, que é mãe de Pauliana Maciel Aguiar, não foi ouvida porque quando chegou à delegacia estava em estado de choque. Os funcionários do hospital devem ser ouvidos na manhã de quarta-feira (31).

“Os depoimentos da equipe seriam nesta terça (30) às 16h30. Mas a direção do Hutrin entrou em contato e disse que 13 partos estavam marcados para esta tarde. E que os familiares de todas as gestantes queriam acompanhar os nascimentos”, conta Renata.

Entenda o caso

Dois bebês que nasceram no dia 9 de julho deste ano, no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) estavam vivendo com as famílias trocadas. As duas mulheres que deram à luz, Pauliana Maciel Aguiar de Sousa e Aline de Fátima Bueno Alves, passaram mal após o parto e por isso não viram os filhos.

Depois do banho, o recém-nascido de Pauliana foi colocado ao lado da cama de Aline, e vice-versa. Até o momento, a suspeita é que as acompanhantes das duas viram os nomes das mães trocados na pulseira de identificação e, crendo que os bebês haviam sido entregues corretamente, trocaram apenas as pulseirinhas dos pequenos. Quando, na verdade, a troca era de bebês e não de pulseiras.

Cerca de 20 dias depois, após um dos pais perceber que o bebê não tinha semelhança com a família, ele e a mulher fizeram um teste de DNA, que comprovou a suspeita. O casal denunciou o caso à Polícia Civil (PC). Ao mesmo tempo, outro casal também desconfiou da troca. Os quatro já foram ao Hutrin para fazer um novo teste.

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