Em Goiânia, comerciantes dão comida de graça para quem não tem condições de pagar

Ações solidárias são voltadas a quem está passando fome

Ação solidária é desenvolvida em panificadora da região sudoeste da capital. Foto: Samuel Straioto

Cerca de 12 milhões de brasileiros estão desempregados. Aproximadamente 40% das pessoas que possuem ocupação estão na informalidade. Milhões de homens e mulheres não têm o que comer. Em um cenário de pouca perspectiva e esperança, ainda há gestos de solidariedade no mundo.

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Em Goiânia, a reportagem encontrou duas ações dignas de registro. Uma no Jardim Atlântico e outra no Setor Bela Vista. Comerciantes que oferecem na porta dos seus estabelecimentos pão e leite àqueles que necessitam. Pessoas necessitadas podem pegar os produtos e levar para casa, caso desejem e não tenham condições de pagar.

Juliana Maruya Maia é proprietária da panificadora Dona Bella, no Jardim Atlântico, região sudoeste da capital. Há dez anos o comércio está em funcionamento. A Suelma Freitas de Souza de Jesus é funcionária da padaria já faz seis anos. Juliana sempre costumava fazer doações de produtos. Mas em janeiro deste ano, Suelma deu uma ideia.

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Juliana (esquerda) e Suelma (direita) pensaram em ajudar quem precisa. Foto: Samuel Straioto

A funcionária sugeriu que, do lado de fora do estabelecimento, fosse colocada uma mesa, com produtos para pessoas que não tem condições de pagar uma forma de não constranger as pessoas, e que elas não se sentissem envergonhadas. Juliana imediatamente acatou a ideia, mas não imaginava a repercussão.

O estabelecimento funciona em uma via movimentada da região, a avenida Ipanema. São muitos trabalhadores braçais que passam pelo local, assim como catadores de materiais recicláveis. Suelma explicou que há muitos casos que as pessoas tinham um dinheiro para o café, mas não tinha para pagar o pão. foi aí que tudo mudou.

“Eu sempre gosto de ajudar o próximo. Eu chegando todos os dias e vendo que sempre sobrava muitos pães, broas eu falei com a Juliana e doar estes produtos para quem não tem condição de pagar. Ás vezes as pessoas tinham um dinheiro para um café, mas não tinham para um pão. É uma ajuda e as pessoas não precisavam ficar pedindo, com vergonha. Tudo está ali bem arrumadinho, é só levar”, disse Suelma.

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Envolvimento dos clientes

Juliana conta que não esperava uma repercussão tão grande, com muitas pessoas dispostas a ajudar. A comerciante relatou que os clientes têm feito compras no estabelecimento e pedem para deixar parte dos produtos na mesa destinada a doações.

“Os próprios clientes têm participado, eles compram e dizem “este pão, este bolo é para ajudar as pessoas”. “É gratificante fazer isso. Na parte da manhã aqui passam muitas pessoas que não têm condições e estão com fome”, detalhou.

Leite

Se a Juliana e a Suelma tem ajudado com pão, o Evandro Duarte, mais conhecido como “Vandin”, tem colaborado com leite. Vandin é empresário e movimenta as redes em um perfil na internet que é bem raiz, bem goiano, o Enquanto Isso em Goiás. Há um empório da marca na Avenida T-13.

Ele colocou litros de leite em uma mesa de sua loja, junto com um cartaz informando que eles poderiam ser levados gratuitamente para quem precisasse. “Conhece uma família que não tem condições de comprar um litro de leite? Leve um litro para essa família”, eram os dizeres.

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Leite que foi disponibilizado para as pessoas que necessitam. Foto: Samuel Straioto

Em dias difíceis, Vandin numa prosa leve explicou a reportagem que recebia doações de leite da empresa Marajoara para moradores em situação de rua e casas de recuperação e teve a ideia de disponibilizar de forma gratuita as pessoas. Vandin conta que em pouco tempo, foram muitas pessoas que apareceram para pegar o leite.

“Várias pessoas que passam por aqui tem necessidade, catadores de papelão, moradores de rua, e começamos agora com essa ideia de colocar a plaquinha. Não esperava essa repercussão, foi uma surpresa enorme”, destacou.

Vandin disse que outras pessoas estão se sentindo motivadas para fazer em outros comércios. “Todo mundo tem um pouquinho pra dar, pode ser amor, carinho, um produto. Podemos ajudar o nosso próximo”, reforçou.

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Vandin não espera a repercussão do gesto tomado. Foto: Samuel Straioto.

O diretor da Marajoara, Vinícius Junqueira, disse que Vandin o procurou para saber se a empresa podia colaborar com a ação. O empresário conta que sempre a empresa faz ações sociais e que há pelo menos 20 anos ajuda diversas instituições.

“Sabemos da importância do leite para a nutrição, ele é um alimento da cesta básica que não deve faltar na mesa de ninguém. Ficamos felizes em fazer parte desse movimento, que está trazendo um engajamento

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