Dupla é presa após vender pedaço de cerâmica no lugar de celular

A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima que levou aos criminosos

Os policiais apreenderam capas, celulares, alicates e pedaços de cerâmica(foto: PMDF/Divulgação)

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Policiais militares prenderam dois homens acusados de aplicar um golpe conhecido como “celular de cerâmica”. Na tarde deste sábado (16/11), no estacionamento do Conjunto Nacional, eles estavam comercializando os aparelhos falsos. Os suspeitos ofertavam smartphones para os clientes, entretanto, no ato da compra, entregavam um pedaço de cerâmica dentro de uma embalagem, sem que o comprador percebesse.

De acordo com informações da Polícia Militar, os homens foram presos após denúncia anônima. Os militares abordaram um suspeito, que estava dentro de um carro. No automóvel, foi encontrado divesços pedaços de cerânica, capas de celulares e alicates. Eles ofereciam os aparelhos com preço abaixo do mercado para atrair mais clientes.

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Após apuração, os militares seguiram para a plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, onde encontraram mais um comparsa, que foi preso. Outros dois suspeitos de envolvimento conseguiram fugir ao notar a presença dos militares. Os autores foram conduzidos para a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).

Legislação

Comércio de celular sem procedência é crime. Em julho, a reportagem flagrou a venda de celulares sem documentação em locais de grande movimentação do Distrito Federal, como na Rodoviária do Plano Piloto e na Praça do Relógio, em Taguatinga. A prática fomenta o crime na capital, incentivando furtos, roubos e até latrocínios.

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Entenda o que a lei prevê em caso de flagrante no comércio irregular de bens e aparelhos eletrônicos:

 

Quem compra:  

» Pode responder por receptação dolosa, com pena prevista de 1 a 4 anos de prisão. Caso a pessoa desconheça a origem do produto, a acusação pode ser enquadrada como receptação culposa, com pena de 1 mês a 1 ano de reclusão ou multa. Critérios como preço e condições de venda são avaliadas nesse caso;

 

Quem vende:  

» Se o produto sem procedência for encontrado em atividade comercial, o responsável pela venda responde por receptação qualificada. A pena varia de 3 a 8 anos de prisão;

Quem furta: 

» A pena varia entre 1 e 4 anos de prisão;

 

Roubo  

» A punição varia de 4 a 10 anos de prisão;

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