Vítima de feminicídio em Sobradinho sofria agressões constantes

Morta na madrugada desta segunda-feira (11/3), Cevilha Moreira dos Santos sofria violência em casa e havia alertado conhecidos, mas não denunciava companheiro por depender financeiramente dele

Polícia está à procura de Macsuel dos Santos Silva, suspeito de assassinar a companheira em Sobradinho 1




Mais uma vítima de feminicídio no Distrito Federal, a dona de casa Cevilha Moreira dos Santos, 45 anos, tinha um histórico de agressões por parte do companheiro, segundo relatos. Ela foi encontrada morta na quitinete onde morava com o companheiro, Macsuel dos Santos Silva, 35, na madrugada desta segunda-feira (11/3).

Conhecidos da vítima prestaram depoimento à Polícia Civil e relataram que Cevilha sofria, constantemente, com agressões de Macsuel. Apesar de ela nunca ter o denunciado, uma testemunha relatou em depoimento que a violência por parte dele era constante. “Ela chegou a mandar mensagens pelo WhatsApp com fotos das agressões para o depoente. Em uma delas, estava com o olho roxo. Isso foi em janeiro deste ano”, comentou o delegado à frente das investigações, Hudson Maldonado.

Segundo ele, a vítima não teria procurado a polícia por depender financeiramente do companheiro. “Ela relatava que, por ter muitos antecedentes criminais, não conseguia emprego e, por isso, decidiu ficar com o suspeito”, detalhou o delegado. Cevilha respondia por 16 crimes cometidos no DF. Entre as ações, há lesão corporal e furto.

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Como a família era nova na região onde morava, a vítima ainda não tinha relações estabelecidas com os vizinhos. Alguns moradores afirmaram à reportagem que viram quando o casal se mudou, mas nunca chegaram a conversar com Cevilha. Na noite do crime, muitos relataram não ter escutado sons de briga vindos da residência do casal. “Ouvi o grito e acionei os policiais. Pouco tempo depois, saí para ver o que tinha acontecido e encontrei o corpo (da vítima)”, contou um dos vizinhos.




Alguns moradores afirmaram à reportagem que viram quando o casal se mudou, mas nunca chegaram a conversar com Cevilha. Ainda assim, todos sabiam sobre o sequestro do bebê do Conic, um dos fatos que prejudicava a independência da vítma. “Não importa o que tenha feito antes. Ela respondia por isso na Justiça e ninguém tinha direito de tirar a vida dela”, lamentou uma vizinha, que preferiu não se identificar.




Depois de matar Cevilha, Macsuel tentou fugir no carro da mulher, mas não conseguiu ligar o veículo e deixou o imóvel a pé. Ele não tinha antecedentes criminais e, no currículo dele, a última profissão registrada era de brigadista. A polícia segue à procura do suspeito. Informações podem ser repassadas por meio de denúncias anônimas pelo telefone 197 ou diretamente na 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho).

Paulo Tavares

Jornalista redator responsável pelo portal DF em FOCO. Meu compromisso é com a verdade, Doa a quem doer...

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