RIACHO FUNDO – Polícia Civil prende suspeito de atear fogo na esposa no Riacho Fundo II

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Foto: Myke Sena

Foi preso, nesta quarta-feira (6), o homem acusado de atear fogo na própria companheira. Era tarde do último domingo (3) quando uma fumaça dissipada por uma janela chamou a atenção dos vizinhos. Dentro do apartamento no Riacho Fundo II, uma mulher era alvo de álcool e fogo enquanto estendia roupas. Não foi a primeira vez. Dizem que ali o bate-boca e as ameaças de morte são constantes. Em uma noite, a coação foi com uma faca, e a vítima, de camisola, pediu socorro aos gritos pelo prédio. “Ela acreditava que ele mudaria”, diz uma vizinha. Desta vez, o desfecho foi no hospital: aos 32 anos, com 40% do corpo queimado, ela ficará internada por pelo menos um mês.

Segundo o relato de testemunhas, a vítima estendia roupas quando foi surpreendida e atacada pelas costas. O short grudou nas pernas, o cabelo preto e longo, as costas e o lado esquerdo do corpo foram atingidos. Ontem, a mulher passou por cirurgia. Embora a Secretaria de Saúde se negue a informar o estado de saúde dela, a irmã da vítima, M., diz que a situação é estável.

“Foi um choque. Estamos todos revoltados. Já sabemos que ela ficará pelo menos 30 dias internada para tratar das queimaduras, que são de 1º grau no rosto e de 2º no resto do corpo”, detalha.

Socorro

O síndico do condomínio acudiu a mulher na hora do crime. Túlio Monteiro, 42 anos, conta que eram por volta de 16h30 quando o próprio marido abriu a porta do apartamento, no momento em que os vizinhos se preocuparam com a fumaça. Eles se mudaram para o endereço há cerca de uma ano.

“Ela (a vítima) já estava molhada, tinha tentado apagar o fogo. Ele negou que tivesse sido o responsável, disse que era acidente. As discussões eram constantes, mas nunca presenciamos vias de fato”, lembra. Enquanto a mulher era socorrida, o suspeito fugiu de carro. Desde então não foi encontrado. Existe desconfiança sobre uso de drogas.

Vizinhos relatam brigas constantes

O casal estava junto desde 2012. Desta vez, o filho da mulher, de 12 anos, estava no pátio do condomínio quando tudo aconteceu. Mas, segundo a vizinhança, ele sempre acompanhou as confusões dentro de casa. Agora o jovem, assustado, está com a tia. “Ela já correu pelo condomínio, de camisola, dizendo que ele estava ameaçando-a com uma faca. Várias vezes ele falou que iria matá-la”, revelou uma moradora, que pediu para não ser identificada.

“Ele aparentava ser uma pessoa calma, fria. O filho sempre via e chorava. Ela acreditava em mudança porque gosta dele. E ele prometeu mudar, pediu perdão. Ela costuma desabafar, mesmo que ninguém pergunte nada. No fim daquela tarde, ouvimos muitos gritos e não teve um que ficou sem chorar nesse lugar”, revela outra vizinha, de 29 anos, que mora no prédio há dois anos.

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