Quase metade dos pedestres mortos no DF havia consumido álcool ou drogas Pesquisa do Detran constatou que 42,2% dos pedestres mortos em acidentes de trânsito este ano havia consumido álcool ou outras drogas antes de morrer AR Alan Rios – Especial para o Correio postado em 02/08/2018 09:50 / atualizado em 02/08/2018 10:23 Detran alerta também os pedestres para evitar mortes no trânsito(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press) Detran alerta também os pedestres para evitar mortes no trânsito (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press) É fato que a combinação de álcool e direção é extremamente perigosa e pode ter consequências trágicas, mas o que muitos não sabem é que vidas também ficam em risco quando o consumo dessa substância é feita por quem não está atrás do volante. Um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) mostra que, quase metade dos pedestres mortos em 2018 havia consumido álcool ou outras drogas. A pesquisa preliminar divulgada nesta quinta-feira (2/8) levou em conta dados de janeiro a julho de 2018. Só nesses sete meses, 66 pedestres morreram em acidentes de trânsito. A análise do Instituto de Medicina Legal (IML) constatou que28 deles havia consumido álcool e outras drogas. Ou seja, 42,2% dos brasilienses que morreram como pedestres não estavam sóbrios. Os dados alertam para a importância de uma consciência coletiva no trânsito, que envolva motoristas, pedestres e também ciclistas. Entre esses que preferem a bicicleta para se locomover, a pesquisa assusta: foram quase duas mortes por mês no DF entre janeiro e julho. Dos 13 ciclistas que morreram na capital, quatro estavam no grupo de pessoas que consumiu álcool ou outras drogas antes do acidente de trânsito, o equivalente a 30% do total. Risco para todos O diretor geral do Detran, Silvain Fonseca, ressaltou a utilidade da pesquisa e a consciência sobre o perigo das drogas e bebidas no trânsito: “Os dados serão utilizados para subsidiar as ações do órgão, e é importante que condutores, pedestres e ciclistas conheçam os riscos que esse consumo pode gerar a todos que utilizam as vias públicas”, finalizou. A pesquisa não aponta a responsabilidade por cada acidente, mas leva em conta análises da Gerência de Estatísticas da autarquia em conjunto com o IML. A efeito de comparação, em 2017, 257 brasilienses morreram no trânsito, sendo que 113 apresentaram resultado positivo para alguma substância psicoativa, um número que representa 44% do total de mortes.

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Quase metade dos pedestres mortos no DF havia consumido álcool ou drogas

Pesquisa do Detran constatou que 42,2% dos pedestres mortos em acidentes de trânsito este ano havia consumido álcool ou outras drogas antes de morrer

É fato que a combinação de álcool e direção é extremamente perigosa e pode ter consequências trágicas, mas o que muitos não sabem é que vidas também ficam em risco quando o consumo dessa substância é feita por quem não está atrás do volante. Um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) mostra que, quase metade dos pedestres mortos em 2018 havia consumido álcool ou outras drogas.
A pesquisa preliminar divulgada nesta quinta-feira (2/8) levou em conta dados de janeiro a julho de 2018. Só nesses sete meses, 66 pedestres morreram em acidentes de trânsito. A análise do Instituto de Medicina Legal (IML) constatou que28 deles havia consumido álcool e outras drogas. Ou seja, 42,2% dos brasilienses que morreram como pedestres não estavam sóbrios.
Os dados alertam para a importância de uma consciência coletiva no trânsito, que envolva motoristas, pedestres e também ciclistas. Entre esses que preferem a bicicleta para se locomover, a pesquisa assusta: foram quase duas mortes por mês no DF entre janeiro e julho. Dos 13 ciclistas que morreram na capital, quatro estavam no grupo de pessoas que consumiu álcool ou outras drogas antes do acidente de trânsito, o equivalente a 30% do total.

Risco para todos

O diretor geral do Detran, Silvain Fonseca, ressaltou a utilidade da pesquisa e a consciência sobre o perigo das drogas e bebidas no trânsito: “Os dados serão utilizados para subsidiar as ações do órgão, e é importante que condutores, pedestres e ciclistas conheçam os riscos que esse consumo pode gerar a todos que utilizam as vias públicas”, finalizou.
A pesquisa não aponta a responsabilidade por cada acidente, mas leva em conta análises da Gerência de Estatísticas da autarquia em conjunto com o IML. A efeito de comparação, em 2017, 257 brasilienses morreram no trânsito, sendo que 113 apresentaram resultado positivo para alguma substância psicoativa, um número que representa 44% do total de mortes.

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