Polícia Civil deflagra operação contra esquema de corrupção no DF

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Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (18/10), policiais da Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) deflagraram uma operação para cumprir seis mandados de busca e apreensão contra suspeitos de esquema de desvio de recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT).

A pasta foi comandada pelo deputado distrital Cristiano Araújo. O parlamentar é réu no processo que investiga a fraude. Em março deste ano, por 17 votos a dois, os desembargadores do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitaram denúncia contra Cristiano pelo crime de fraude à licitação.Nesta terça, o alvo é uma empresa de consultoria. De acordo com as investigações, os suspeitos simulavam os serviços e desviavam 100% dos valores pagos pelos cofres do GDF. Os mandados de busca estão sendo cumpridos em diversas localidades do DF, entre elas, Lago Sul, Sudoeste e Núcleo Bandeirante. Os policiais também estão em endereços de Goiânia (GO).

Os investigadores da Deco buscam documentos, computadores, pendrives e arquivos que confirmem a fraude, que pode ultrapassar R$ 1 milhão.

Operação Firewall
O esquema começou a ser investigado pela Deco, em 2012, por meio Operação Firewall II. As apurações indicaram que servidores da FAP direcionaram ao menos três licitações. O esquema teria começado em 2009, a partir de recursos destinados pelo governo ao Programa DF Digital.

Entre outras denúncias, o grupo é acusado de ter fraudado um edital de R$ 5 milhões para o desenvolvimento de pesquisas no mercado de micro e pequenas empresas do DF. O convênio teria sido direcionado para que a Associação Comercial do DF (ACDF) saísse vencedora.

As investigações descobriram ainda que a FAP teria ignorado critérios para distribuir 21 bolsas de estudos de até R$ 4 mil para a elaboração de um trabalho de pesquisa com empreendedores individuais. Os selecionados precisavam ser escolhidos pelo currículo, mas as denúncias indicaram que eles não tinham experiência com pesquisas.

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