Nem preso foi: Morre homem baleado por policial militar após briga de trânsito

O policial aposentado, autor dos disparos, aguarda o julgamento em liberdade

Após oito meses internado, Weverton Leonardo Elias, de 31 anos, baleado na cabeça após uma briga de trânsito, não resistiu ao grave quadro clínico e faleceu na madrugada desta segunda-feira (16/03). O autor do disparo que atingiu a cabeça da vítima na noite de 2 de agosto de 2019, na Avenida Elmo Serejo, em Ceilândia, foi indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificada – por motivo fútil e por impossibilitar a reação da vítima.

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O autor foi identificado como Francisco Cipriano Vieira, 49. Ele é policial militar aposentado. Vieira apresentou-se na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro) na tarde do dia 7. Ele aguarda o julgamento em liberdade. Por meio de imagens de câmeras de segurança, os investigadores conseguiram ver a briga de trânsito que motivou o crime. A gravação mostra o momento que teria precedido o disparo. Nas imagens, o veículo conduzido por Weverton, um Gurgel, fecha o Fiat Uno do ex-sargento e faz zigue-zague na pista.

De acordo com Paulo Henrique de Almeida, à época delegado-adjunto da 12ª DP, Francisco Cipriano confessou o crime, mas não foi detido porque não houve prisão em flagrante e não há ordem judicial que determine a prisão do ex-sargento. “Só poderíamos realizar a prisão neste caso se fosse identificado risco de fuga ou ameaça ao processo. Nessas situações, poderia ser pedida a prisão à Justiça. Mas não é o caso, pois o suspeito veio aqui se apresentar com o advogado dele”, explicou.

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Após analisar as imagens de câmeras de segurança do supermercado Super Adega, na QNL 2, que fica de frente para a via Elmo Serejo, os investigadores identificaram os carros dos envolvidos.

“Pelas imagens, a gente percebe que eles vêm discutindo ao longo da Elmo Serejo, que um tenta passar o outro, ficam em zigue-zague. Motivo totalmente desproporcional [para o tiro]. Uma briga de trânsito que acabou com uma pessoa gravemente ferida”, comentou o delegado.

Policial aposentado
Ainda de acordo com o delegado, Cipriano é um segundo sargento da Polícia Militar do Distrito Federal aposentado há um ano e meio. Ele também já trabalhou como instrutor de tiro. Por causa disso, a arma que usou no crime está regularizada. No entanto, Almeida ressaltou que disparar tiro com um veículo em movimento “é desaconselhado em qualquer manual da polícia”.

Esse é o assassino que por ser policial nem preso foi

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“Não se pode atirar em um veículo em movimento, ainda mais ele sendo um policial aposentado que também era instrutor de tiro. Você pode acabar acertando outra pessoa ou até levando o autor a óbito”, afirmou Almeida.

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