NA CORRIDA À CLDF EM 2018, UM NOVO PRÉ-CANDIDATO SE DESTACA

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Após manifestação de amigos, familiares, jovens, idosos, ex-alunos e atuais alunos em apoiarem e incentivarem sua pré-candidatura à CLDF em 2018, Professor Edgard começa a aparecer nas pesquisas como uma excelente opção e nome forte entre os pré-candidatos à eleição para Deputado Distrital em 2018 no DF.

 

O Professor Edgard como é popularmente conhecido, é brasiliense, nascido em 10 de janeiro de 1974. Casado, pai de um casal de filhos adolescentes tem 43 anos e é morador do Gama. Oriundo de humilde família Pernambucana que veio para Brasília no início da década de 60 em busca de melhores oportunidades e condições de vida, professor Edgard é o caçula de uma família de mais 2 irmãos. Passou sua humilde infância e adolescência numa humilde casa situada à Quadra 02 do Setor Norte do Gama, local onde ainda vivem sua mãe e sua irmã. Seu falecido pai, senhor Ernesto Bezerra Vasconcelos, oriundo de Venturosa – PE era Mestre de Obras de profissão. Construiu muitas obras pelo DF e, para ele, mesmo tendo apenas o Ensino Fundamental incompleto, era um verdadeiro Engenheiro da Construção Civil e exemplo de trabalho, dignidade, profissionalismo e caridade. Sua idosa mãe, Dona Lenira Leite de Siqueira Vasconcelos, oriunda de Pesqueira – PE, é uma artista nata. É Artesã, costureira, bordadeira, pintora, dona de casa dedicada e uma cozinheira de mão cheia. Professor Edgard cursou Ensinos Fundamental e Médio em escolas públicas. Formou-se Técnico em Agropecuária no Colégio Agrícola de Brasília e atuou como tal de 1998 a 2003 no Departamento de Parques e Jardins – Diretoria de Urbanização, pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP e como Coordenador Técnico da Frente de Trabalho nas cidades de Samambaia, Recanto das Emas e Gama de 1999 a 2001. Formou-se em Ciências Naturais e Física pela Universidade Católica de Brasília – UCB e especializou-se em Didática. É Mestre em Engenharia Biomédica – Física Médica pela UnB. Iniciou sua carreira como professor na SEEDF em 1993 atuando como professor de Atividades Agrícolas e Extrativismo em escolas públicas da Ceilândia até 1998, tendo sido professor nos CEF’s 02, 04, 07, 12, 16, 18 e CEM 03 da Ceilândia e nos CEF’s 120 e 519 de Samambaia. Como professor de Ciências Naturais, Química, Matemática e Física teve passagens pelos.CEF’s 100, 103, 201, 116 e CEM 404 e 417 de Santa Maria. Em 2004, atuou como professor de Física no CEF 301 do Recanto das Emas, CEF’s 01 e 05 no Gama em 2006/07 e vice-diretor do CEF 05 em 2007. É professor desde 2000 e Diretor desde 2008 do CED Casa Grande (antiga EC Casa Grande). Também tem muita experiência como professor de Cursinhos preparatórios para concursos e docência no Ensino Superior nos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Propaganda e Publicidade, Radiologia, Enfermagem, Pedagogia, Licenciaturas em Matemática e Física, Engenharias Elétrica, Mecânica e Civil. Tem formação complementar em Astronomia, Astrofísica, Ciências Ambientais, Meteorologia, Satélites e Plataformas Espaciais, Educação Ambiental, Gestão Pública, Proteção Ambiental e Agroecologia. É antigomobilista e membro de Clubes de Carros Antigos. Também é amante da Arte, Cultura e lazer. Foi esportista e jogador de várias modalidades esportivas. É frequentador de Chapadas, amante de cachoeiras, praias e praticante de Trekking. É Músico percussionista e gaitista.
Professor Edgard pretende, caso consiga consolidar sua futura candidatura e eleição em 2018, lutar e defender os interesses e necessidades da população menos favorecida tanto gamense como das demais das cidades satélites do DF e, principalmente, lutar por melhorias nas áreas de Educação, Saúde, Transporte e Segurança.
Muito popular entre os seus amigos, familiares e alunos, ele é uma mistura de gente fina, alegre, brincalhona, mas sobretudo, de perseverança, de luta, de justiça e de coragem. Professor Edgard representa essa identidade da parcela do povo que sofre em busca de mais qualidade de vida. Eu tive o prestígio e a satisfação de bater um bom papo com ele e de entrevistá-lo. Um pouco dessa nossa conversa você confere a seguir.

Professor Edgard: Como o senhor vê o atual quadro político do DF?

Professor Edgard: Amigo Paulo Tavares, primeiramente muito obrigado pela oportunidade. Eu sou um admirador do seu trabalho e de sua luta. O acompanho e o parabenizo pelo esforço em fazer um trabalho de tão estimado valor.
Quanto ao quadro político do DF, eu o vejo com muita tristeza. Este cenário poderia ter outra conotação.
Infelizmente, muitos de nós brasilienses estamos desacreditados, decepcionados com relação à política tanto no DF como no Brasil. Estamos perdendo nossa identidade, nossos valores morais, éticos e culturais. Infelizmente, muitas das opções que temos à disposição para escolha tanto no cenário distrital como federal, não são as melhores referências para nos representar junto à CLDF ou CF e Senado.
O DF tem bons nomes de pessoas que pretendem se candidatar ano que vem. Mas estamos tão enojados com as ações de covardia praticada por tantos que aí estão que temos pensado se realmente iremos votar em alguém ano que vem. Vejo muitas pessoas tristes e desoladas de saberem que deram sua confiança depositada em candidatos na forma de voto e se decepcionaram. E parece que eles não estão muito preocupados com o povo e o que possa estar sentindo ou pensando a respeito.
O governo atual do DF levantou por muitos anos uma bandeira e, quando assumiu o poder, parece ter esquecido da luta que representava. Se me perguntares hoje em quem eu votaria para governar o DF, eu te responderia que não sei. Ainda não tenho uma escolha e as opções de quem pleiteia o cargo majoritário, na minha simples maneira de analisar, não são as melhores. Muitos dos atuais políticos brasilienses deixam muitas dúvidas na população.
Perdemos a fé, a esperança e a vontade de irmos votar, de escolhermos quem possa verdadeiramente, nos representar e legislar em nosso benefício. Mas penso que a hora é de acreditar que podemos mudar esse cenário político. Dar oportunidade para novos nomes, para sangue novo, gente nova, renovar.
Nos 4 cantos do DF não se fala em outra coisa: renovação. É disso que o DF e o Brasil precisam. De renovação política. Chega de elegermos quem não tem compromisso conosco. Mas o povo parece que é cego ou tem sérios problemas de memória.
Estamos às vésperas das eleições e não me conformo de saber que muitos brasilienses pretendem reeleger Deputados Distritais que estão lá na CLDF a muitos mandatos. Por que sempre eles? O cargo de Deputado Distrital é vitalício? Por que não podemos renovar e oportunizar novas pessoas, com novos pensamentos, novas perspectivas e novas ações? Por que votamos em empresários, pessoas ricas, com alto poder financeiro?
Essa é a discussão que precisa ser feita. Ninguém é tolo de saber que, muitos deles que estão lá são de alto poder aquisitivo e estão interessados apenas em defender seus interesses ou de suas empresas. Enquanto isso, adoecemos ou morremos vítimas do descaso, da falta de compromisso, de angústia, de tristeza, de revolta e de indignação por não termos sequer, hospitais com o mínimo de condições para funcionarem.
Mas muitos de nós somos culpados tal como aquela galinha da conhecida história de “Hitler e a Galinha” que diz:
Em uma de suas reuniões, Hitler pediu que lhe trouxessem uma galinha. Agarrou-a forte com uma das mãos enquanto a depenava com a outra. A galinha, desesperada pela dor, quis fugir, mas não pôde. Assim, Hitler tirou todas suas penas, dizendo aos seus colaboradores: “Agora, observem o que vai acontecer.” Hitler soltou a galinha no chão e afastou-se um pouco dela. Pegou um punhado de grãos de trigo, começou a caminhar pela sala e a atirar os grãos de trigo ao chão, enquanto seus colaboradores viam, assombrados, como a galinha, assustada, dolorida e sangrando, corria atrás de Hitler e tentava agarrar algumas migalhas, dando voltas pela sala. A galinha o seguia fielmente por todos os lados. Então, Hitler olhou para seus ajudantes, que estavam totalmente surpreendidos, e lhes disse: “Assim, facilmente, se governa os estúpidos. Viram como a galinha me seguiu, apesar da dor que lhe causei? Tirei-lhe tudo… as penas e a dignidade. Mas ainda assim, ela me segue em busca de farelos. Assim é a maioria das pessoas. Seguem seus governantes e políticos, apesar da dor que estes lhes causam e, mesmo lhe tirando a saúde, a educação e a dignidade, pelo simples gesto de receber um benefício barato ou algo para se alimentar por um ou dois dias, o povo segue aquele que lhe dá as migalhas do dia.”

Essa, infelizmente, é a nossa realidade. Mas precisamos acordar e mudar. A população acha justo que nos hospitais, as pessoas que tanto precisam de cuidados médicos e de enfermagem não os recebam em razão do fechamento de setores, da falta de materiais básicos, medicamentos e mínimas condições de funcionamento para que os profissionais da saúde consigam trabalhar e prestar um bom atendimento à população, enquanto o governo gasta R$ 123 milhões para fazer propaganda? É justo? Para mim e para o povo que me apoia não é.

Quando surgiu a ideia de lançar seu nome como pré-candidato à Câmara Distrital?

Professor Edgard: Surgiu muito recentemente como resultado das minhas manifestações pelas redes sociais e aparições nos telejornais. Em seguida, veio o estímulo dos amigos, alunos, ex-alunos, das pessoas que me conhecem, conhecem minha família, nossas origens e nossa luta.
A princípio, em outros momentos, tive apoio, estímulo e oportunidade de candidatar-me, mas não tinha maturidade, experiência e conhecimento. Por isso, nunca me candidatei. Aliás, nunca fui filiado a nenhum partido. Nunca fui de levantar bandeira ou defender ideologia ou convicção.
Primeiramente é importante dizer que sempre fui a favor do bem maior para o povo por ser do povo. Mas ultimamente, o que fez com que as pessoas me estimulassem e continuam me estimulando e me apoiando a ser pré-candidato é a minha vontade e coragem de falar o que está errado e de tentar fazer algo de diferente pela população e mudar a vida das pessoas que estão sofrendo muito.

Ainda podemos acreditar na política e naqueles que nos querem representar. Que podemos fazer diferença na vida dessas pessoas e dizer um dia a elas “Estão vendo o que é fazer política para o povo? Não falei a vocês que podíamos mudar e fazer mais e melhor?”.
Quero um dia ter a oportunidade de resgatar a confiança e transformar a esperança de nosso sofrido povo em alegria e contentamento.
Tenho me sentido muito revoltado com tamanha covardia e descaso por parte do estado e do Poder Legislativo. Muita indignação com tudo isso que estamos passando. Sou servidor público. Sou diretor de escola. Estudei e trabalho em escola pública. Eu sei a luta que nós diretores e equipes gestoras das escolas temos passado para mantermos as escolas em funcionamento. Muitos de nós tiramos até dinheiro do próprio salário para custear certas demandas que a escola tem para não deixarmos nossas crianças e adolescentes passando necessidade. Eu venho de família pobre, humilde. Eu sei o que é passar necessidade.
Graças a Deus, hoje eu e meus irmãos temos formação acadêmica e nossos empregos. Mas eu sei a importância que, por exemplo, uma merenda escolar tem para crianças e adolescentes de pais humildes e assalariados ou desempregados que muitas vezes não tem o que colocar de comida em casa para sustentar as necessidades de seus filhos e, muitas das vezes, comem apenas o que a escola oferta como merenda. Eu vejo isso todos os dias.
Certa feita o gás da escola que sou diretor acabou e não tínhamos mais recursos financeiros na conta da escola nem como comprar fiado por exemplo. E, para a escola não deixar de ofertar a merenda aos alunos, de coração e amor que temos à profissão, tiramos recursos do próprio bolso para comprarmos o gás para a escola. Mas isso ocorreu por praticamente 6 meses. Não é justo. Daí, na primeira oportunidade que tive de estar cara a cara com o Governador e o Secretário de Educação numa solenidade no Palácio do Buriti em dezembro de 2016, soltei o verbo e falei a eles tudo o que eu e meus colegas pensávamos sobre essa falta de recursos do PDAF nas escolas. O repasse dessa verba estava atrasado. Não é justo as escolas iniciarem o ano letivo sem saber quanto e quando receberão seus recursos. Não estamos falando em quantidade. Mas na forma de repassar.
Da mesma forma, me revolta saber as condições em que nossos hospitais, UPAs e Centros de Saúde estão funcionando e que pessoas idosas, crianças e adolescentes ficam internadas nos hospitais públicos aguardando meses por cirurgias que não são feitas porque, por exemplo, as caldeiras e autoclaves estão quebradas devido à falta de manutenção e as equipes não possuem condições de esterilizarem os materiais cirúrgicos para que os médicos tenham condições de procederem às cirurgias.
Isso para não falar do estresse e dessa falta de condições de trabalho que tem levado muitos médicos a pedirem demissão. Na minha família temos profissionais da saúde assim como muitas pessoas amigas que são profissionais de enfermagem, radiologia e laboratórios. Todos, sem exceção, reclamam da falta de condições e que estão trabalhando nos hospitais públicos com falta de materiais e reclamam junto com a população quanto ao fechamento de certos setores, tais como o Centro Obstétrico e o Pronto Atendimento Infantil do HRG.

Fale um pouco mais sobre essa sua revolta com relação à saúde pública.

Professor Edgard: Por muitas vezes, nós e nossas famílias precisaram e continuamos precisando até hoje da saúde pública. Esta semana, minha sogra precisou fazer uma Tomografia no HRG e não foi feita porque o aparelho estava quebrado.
Vejo servidores públicos da educação e saúde adoecendo. Pessoas desgastadas, estressadas, morrendo sem nem mesmo aposentarem. Quadro lamentável e deprimente. Se esses problemas afetassem nossos deputados, secretários, governador e seus familiares, certamente a atenção seria outra.

E sobre o problema de segurança pública?

Professor Edgard: Essa é outra questão que me motiva a falar. A falta de segurança nas ruas, delegacias fechadas, policiais civis e militares sem condições de trabalho. Hoje contam com baixo efetivo de servidores ou falta de materiais, equipamentos e até combustíveis para as viaturas. Nunca vi a 14ª Delegacia do Gama fechar por falta de condições. Hoje, muitos de nós temos medo de deixar nossos filhos andarem nas ruas. Nunca na história, os jovens cometeram tantos atos infracionais compatíveis com furto, roubo, homicídios e latrocínio. Nossos jovens estão deixando de serem adolescentes para serem encarcerados. Triste realidade mas que precisa ser mudada.

E sobre o problema de transporte público? Você tem feito muitas críticas também, não é?

Professor Edgard: Sim, claro. Nosso transporte poderia e muito, ser melhorado. Os moradores do Núcleo Rural Ponte Alta Norte do Gama, por exemplo, não possuem transporte adequado. Não tem linha de ônibus que possa conduzí-los da área em que residem para o BRT. Muitas pessoas trafegam a pé quando precisam vir ao Gama.
Desde o início da cidade, vejo os moradores da Santa Maria reclamarem da falta de terminal rodoviário na Quadra 401 sul. Outro absurdo. Destinam tantos milhões para obras tão insignificantes perante as grandes necessidades da nossa população que me envergonho desse descaso.
Quando eu vejo as populações do Gama e de Santa Maria tomando banho de chuva, de lama ou sofrendo com a poeira e o frio nas madrugadas quando precisam embarcar nos ônibus para irem trabalhar, tendo de ficarem nos pontos nas cidades e depois aguardando na estação do BRT, tendo de tomar muitos ônibus para chegarem ao trabalho e de volta em casa, me revolta.
Para mim, esse sistema foi muito mal planejado. Se eu fosse governador ou deputado ou tivesse mais condições de influenciar diretamente uma mudança junto ao transporte coletivo dessas localidades, já teria modificado esse sistema há muito tempo. Minha sugestão é que os ônibus que passam buscando a população nas cidades já sigam direto para Brasília e vice-versa, sem que as pessoas precisem descer na saída das cidades para embarcarem em outros ônibus. Outra coisa é existir uma faixa exclusiva apenas para os ônibus e eles trafegarem a 60km/h. Não seria possível aumentar para 80km/h reduzindo o tempo de percurso entre Gama ou Santa Maria até a rodoviária do Plano Piloto? E se é faixa exclusiva, não seria possível liberar para que outras linhas e de outras localidades pudessem também trafegar? Modificar a posição da porta, talvez? Acredito que sim.

Pela sua experiência, conhecimento e formação técnica como educador Ambiental, Paisagista, Técnico Agrícola nas áreas de urbanização, paisagismo e engenharia, enquanto ambientalista e defensor do Meio Ambiente, você tem feito muitas críticas a respeito de algumas obras na cidade do Gama, principalmente sobre os parques e a forma como as áreas verdes estão sendo conservadas. O que você pode dizer a respeito?

Professor Edgard: Realmente certas ações são absurdas e o povo não pode esquecer delas. Começo criticando a demolição dos caminhões do parque recreativo na Praça Lourival Bandeira – Itapuã. Nossa infância estava historicamente depositada ali. Não haveria uma possibilidade de recuperação da estrutura ao invés da demolição e construção daqueles caminhões horríveis que tem a cara de quem os projetou? Mas parece que, quem autorizou as mudanças, não sabe bem o valor que isso tem e pouco se importou com os sentimentos das pessoas. Ao passar por lá, voltei ao tempo em que eu tinha 4-5 anos de idade e, ao entrar naqueles caminhões para dirigi-los e reproduzir o som característico do escapamento, me passava pela cabeça crescer, comprar um caminhão e desbravar o Brasil. Meus olhos encheram-se de lágrimas. E hoje, o que eu sinto além da lembrança e saudade, é raiva de gente estúpida e ignorante que não sabe o valor que certas coisas tem.
Outra situação diz respeito ao corte/erradicação de árvores no Setor Central do Gama, lado oeste. Numa boa? Aquilo foi uma implicância porque servidores do hospital e população estavam colocando os carros nas sombras das árvores na lateral do HRG. Então, um ser super sábio com instinto tacanho de um coronel da época do Brasil Colonial, pensou: “Estão colocando os carros na sombra? Então, corte as árvores!”. Só pode ter sido isso. Não tem explicação.
A mesma coisa foi relativo ao fato de que alunos dos cursinhos preparatórios do Impacto, funcionários do Posto BR e funcionários das lojas das comerciais do Setor Sul entre outros, estavam estacionando os carros nas sombras das árvores na lateral do posto e de frente para as casas. Não tem essa de construção de prédios coisa nenhuma. Isso foi uma desculpa esfarrapada para enganar trouxas. A verdade é que “alguém” ficou de implicância com isso e viu, como única solução, cortar no tronco, aquelas árvores que foram plantadas a décadas. Uma senhora que é avó de um amigo meu e que mora naquela rua, foi responsável pelo plantio de uma daquelas árvores e a tinha como recordação do falecido marido. Resultado: adoeceu ou ver e ouvir o som dos motosserras cortando as árvores.
A mesma análise quanto à praça Lourival Bandeira (do Cine Itapuã)?

Professor Edgard: Sim. Da mesma forma vem à tona as árvores cortadas na praça Lourival Bandeira, Sinceramente? Pura inexperiência, falta de assessoria técnica adequada, etc. Não haveria possibilidade de manter aquelas árvores no local onde se encontravam? E o que dizer da arquitetura original que foi ridicularmente modificada? E o coreto que é um bem tombado e sofreu uma mudança tosca e brusca quanto à sua forma e cor?
Os exemplares de Pau-Terras poderiam ter permanecido lá sem problemas. A condenação por parte de quem autorizou a erradicação não sabe que existe uma relação simbiótica entre cupins arbóreos e aquela espécie. E daí se o tronco estava comprometido com os cupins. Deixassem a árvore secar e morrer por si só nessa luta com os cupins. As árvores faziam parte da harmonia arquitetônica local. E não ofereciam riscos. “Ah… mais eram apenas alguns pés de manga…” Mas eram árvores. Algumas eu plantei durante minha passagem pela administração. E não fiquei nada satisfeito com o corte delas. E isso, por si só, já bastava. “Mas não dava para colocar palco, etc…” Bem… A praça originalmente foi feita para isso? No meu modo de pensar, algo poderia ter sido feito e melhor discutido para melhor preservar o local na sua forma natural, original. Essas desculpas é que vão transformando os nossos espaços de convivência e nos fazendo perder nossas características de originalidade. Para mim, fazer certas mudanças na cidade que das mais antigas do DF, é o mesmo que mandar a AGEFIS passar o trator no centro histórico de Pirenópolis destruindo os casarões. A história vai sendo perdida.

Você também critica a forma como as vias públicas são conservadas e de algumas obras que foram feitas. O que dizer dos meios-fios, buracos e pontos de ônibus?

Professor Edgard: Não posso deixar de comentar o descaso com a manutenção das vias públicas. Por que gastar R$ 350 mil com meios-fios? Quem determinou essas obras e esse gasto? Era realmente necessário? Deram desculpa de que era vital para ajudar no escoamento da água das chuvas, segurança, etc. Mas a verdade é que retiraram muitas placas de meios-fios que, mesmo baixas devido o recapeamento, faziam o seu papel muito bem. Isso ocorreu na avenida principal do Setor Leste, de frente para as auto peças, por exemplo. Retiram de outros locais que não eram necessários, placas em perfeitas condições de fixação e de bom aspecto físico e instalaram novas. Por que? E certos locais, foram instaladas em áreas mais elevadas, o que não vai favorecer escoamento de água alguma. Pura falta do que dizer.
Outra crítica que faço é com relação aos buracos que completam aniversário nas principais vias da cidade. Na quadra 30 do Setor Leste, os buracos estão causando transtorno a tempos. Somos obrigados a conviver diariamente com eles estragando nossos pneus, rodas e suspensão. Quando você compara o tratamento que as cidades satélites recebem em termos de operações tapa-buracos com o tratamento dispensado a outros locais do DF, tais como, os Lagos Sul e Norte, Asas Sul e Norte, você fica indignado e se perguntando: “O que esses locais tem de tão especial que o local onde eu vivo não pode ter?” “Por que recebem esse tipo de tratamento e nós, da periferia, não recebemos?”
São perguntas que muitos de nós trabalhadores, moradores, que pagamos nossos impostos, ficamos fazendo sempre. Isso para mim é descaso.
Para fechar esse tema, critico veementemente as ondulações construídas nas avenidas do Setor Industrial do Gama. Certos automóveis passam arrastando o assoalho. Mas não por serem rebaixados. São baixos de fábrica. Mas porque construíram muito alto. Sem contar aquelas ondulações herdadas do governo Arruda nas faixas de pedestres. Não é possível que ninguém se incomode com aquilo. Porque danificam os carros e não é pouco não.

E sobre o desenvolvimento da cidade? Você tem comentado que a cidade está estacionada no tempo e quanto às opções de lazer, diversão, shopping e cinema. O que você pode comentar sobre isso?

Professor Edgard: Realmente, o Gama parou no tempo. Há muito tempo. Mas tenho percebido que o espírito jovem e empreendedor têm assumido um papel fundamental no desenvolvimento comercial da cidade. Muitos bares interessantes, com música ao vivo… Como músico, eu e meus amigos sentimos falta disso. O Gama sempre se diferenciou pela tradição de espaços em que podíamos tocar, montar bandas e fazer um som. O que foi feito do coreto da praça do Sandubas? Outra parte da história da cidade que foi destruída.
Outro dia fiquei pensando: como era bacana, massa mesmo, ir às praças e ver as bandinhas de MPB, Blues, Rock, Punk, etc, fazendo um som. Não tinha confusão. Aliás, pode ir a um show de rock sossegado. Mas perdemos um pouco disso.
Alguns de nós músicos às vezes organizamos encontros, festivais… Mas precisamos de mais. Vejo pouco apoio e incentivo nesse sentido. A cultura do Gama está parada. Eu critiquei as opções da FAGAMA 2017. Bem… Tem muita gente que gosta de outras opções e estilos musicais. Não haveria possibilidade de contemplar outros gostos que não fosse apenas sertanejo?

Vejo que também tem implicância de gente da cidade com a pista de Skate da rapaziada lá na área especial da quadra 2 do Setor Norte, entrada da Cidade. Cara…se essa garotada que já não tem nada para se divertir não tiver um pouco de alguma coisa, o que eles vão fazer? Que vida sem graça seria a dessa garotada sem aquela pista de skate, heim? Eu apoio. E no meu ver, precisamos ter mais opções para essa garotada. Melhor que ficarem perambulando nas ruas, usando drogas, bebendo e fazendo paradas erradas.
Eu costumo passar por lá. E acho massa pra caramba o movimento deles. E eles podem contar comigo para tentarmos recuperar aquele espaço. Se fosse eu, tinha feito mais umas 3 pistas daquela espalhadas pela cidade. Uma pista bem bacana de motocross… Não ando de skate. Mas conheço uma garotada massa que anda.
A questão do shopping é uma novela. Não que seja um espaço que me apeteça. Mas tem muita gente que gosta e utiliza como opção de lazer. E quer um shopping novo, com uma ampla praça de alimentação e muitas salas de cinema para os mais variados gostos. Ouço muita gente reclamar que precisa gastar com transporte para deslocar-se até a Santa Maria ou Valparaíso – GO para pegar um cineminha com a gata e tal. Cara… é um dinheiro que a cidade deixa de arrecadar, de ser movimentado pelos comerciantes da cidade, que deixa de gerar empregos… A questão do Cine Itapuã, por mim, eu já teria terceirizado para um desses grupos que administram as salas de cinema nos principais shoppings de Brasília, numa parceria público-privada. Eles reformariam e explorariam por um tempo. Ou o transformaria logo em um Cine – Teatro. Mas… e a reforma? Bem, quem sabe em 2019 eu não agilizo isso? Risos…
A verdade é que parece que tem gente que não quer deixar a cidade crescer. Sou a favor do desenvolvimento. Desde que se preserve os pontos principais da arquitetura local para mantermos viva a nossa história e nossas origens. Mas o fato é que quem diz que destrava a cidade é quem primeiro a leva para o retrocesso destruindo partes importantes de nossa história.

 

O que te motiva a ser pré-candidato?
Professor Edgard: Esse espírito de luta. Essa vontade de fazer algo de melhor para todos nós. Pode ser que não dê certo. Só o futuro vai dizer. Mas faltar vontade de minha parte com certeza não faltará.
Esses problemas que afetam a mim e à nossa população existem porque a cidade e o povo não tem um representante de verdade. A tempos não elegemos um deputado distrital que realmente atue no sentido de melhorar as condições de vida da nossa população.Então, eu pensei: Bem…se as opções que nós temos são essas aí, e eu considero que posso fazer melhor, então, vou encarar essa possibilidade para mostrar ao povo o que é fazer uma política de desenvolvimento, de crescimento, de voz do povo.
Em contra partida, é importante mencionar que o Gama e Santa Maria são grandes cidades. Temos um potencial enorme. Temos muitos habitantes e eleitores. Muitas cidades bem mais jovens que o Gama estão bem mais desenvolvidas que nossa cidade. Mas parte disso tem como culpado nós mesmos. Porque estamos votando em pessoas com muito dinheiro, que não moram na cidade, que não convivem com nossos problemas, que não precisam da delegacia fechada, de levarem seus filhos ao hospital público para não ser atendido, que seus filhos não precisam estudar em escolas públicas com poucas condições de funcionamento…Ou seja… estamos elegendo pessoas que estão vindo aqui, iludindo o povo, enganando o povo, fazendo falsas promessas, recebendo os votos da nossa população e, depois de eleitos, somem, desaparecem, ninguém mais vê. Só foi um professor aparecer fazendo críticas nas redes sociais e abrindo os olhos da população quanto a isso que de repente começou a vir dinheiro, emenda parlamentar, obras desnecessárias ou de pouco importância perto de um Centro de Saúde fechado, de uma UPA que virou cemitério de concreto…
Até quando vamos continuar votando nos ricos e empresários que moram no Park Way, no Lago Sul e que não estouram os pneus de seus carros nos buracos das nossas cidades?
Até quando vamos continuar votando em pessoas que não moram e não conhecem os problemas de nossas localidades e que só aparecem às vésperas das eleições para dar-nos esmolas, com conversinha bonita e cheios de bondade, quando, na verdade, após as eleições, desaparecem nos deixando abandonados e sofrendo com os descasos?
Que dia algum deputado veio ao HRG fazer uma ficha de atendimento e aguardar por longas horas na fila para ser atendido na Clínica Médica por um médico que praticamente é obrigado a cuidar do hospital inteiro?
Que dia um desses deputados precisou levar seu filho para fazer uma tomografia no HRG e passou pelo transtorno de saber que não a faria devido o equipamento estar quebrado?
Até quando viveremos assim, como a galinha de Hitler?

Dando certo sua candidatura e sendo eleito, quais as áreas o Senhor pretende atuar? Quais seus projetos para cada uma dessas áreas?

Professor Edgard: Primeiro quero fazer uma campanha limpa. Nada de gastação de dinheiro, falcatruas para ludibriar o povo, comprar voto, etc. Quem quer fazer diferente, tem que começar diferente. Se eu quero ser uma opção diferente para a população, não posso agir e atuar como os que eu critico fazem.
Chega dessa arcaica maneira de se fazer política. È preciso mudar, renovar, colocar gente de espírito jovem.
Se realmente eu efetivar minha inscrição, participar do processo e sendo eleito obviamente, pretendo atuar em defesa do povo. Como morador do Gama, servidor público, professor, gestor público, que depende de transporte público, saúde pública, educação pública, segurança pública, etc, não poderei deixar de dar uma atenção especial para as escolas públicas principalmente do Gama e Santa Maria bem como, para os servidores da educação de um modo geral.
Nós precisamos de alguém que nos represente de verdade e defenda nossos interesses. Os professores não elegem deputados de sua categoria a tempos. O Gama não elege um representante de sua cidade a tempos. Chega de elegermos deputados que não conheçam nossa realidade. Muitos deles nunca vieram aqui conhecer de perto o que passamos diariamente. Só aparecem na época das eleições.
Precisamos de alguém que tenha um gabinete na sua cidade de portas abertas para receber e melhor atender a população. Que compareça ao hospital para saber porque não está funcionando adequadamente. Que lute pelo plano de carreira dos professores e equiparação salarial com outras categorias de nível superior também para os servidores da saúde e demais áreas assim como pelos auxílios que algumas categorias não tem.
Quem me conhece sabe que se preciso for, eu grito, luto, brigo e defendo com garras e dentes até alcançar meus objetivos e de quem eu defendo.
Precisamos de lutadores em defesa dos Hospitais Públicos, Centros de Saúde e UPAs. Não é justo que o CS 08 do Gama, por exemplo, esteja fechado aguardando reforma ou que nem mesmo a UPA tenha sido construída e ninguém fale nada. Não é justo o que passam os moradores das demais cidades satélites devido ao sucateamento da saúde.

Daqui a pouco, os mercenários aparecem como bons samaritanos pedindo votos como se fossem os melhores seres humanos do planeta. E o povo ainda vota e apoia esse tipo de gente e se esquecem que ficou à míngua durante um bom tempo.
Não é justo a população e os servidores da saúde, educação e segurança ficarem recebendo o tratamento de descaso dispensado pelo governo e deputados como se nada estivesse acontecendo.

O governo sempre alegou não ter dinheiro para nada. Ora…se eu não tenho dinheiro para fazer a saúde, educação e segurança funcionarem bem, porque destino R$ 123 milhões para fazer propaganda enquanto a população sofre pela falta de serviços públicos?
Para mim é muita covardia. Se tem duas coisas que eu detesto são covardia e injustiça.
Sou defensor dos direitos Humanos, dos idosos, crianças e adolescentes. Precisamos dar condições para que os jovens ingressem no mercado de trabalho e tenham condições de alcançar uma profissão e ingressarem no ensino superior.
Vejo muitos jovens ociosos sem a menor perspectiva de futuro, sem trabalho e sem condições de estudarem. Quase não se investe em opções de lazer, cultura, arte e esporte. As quadras de esporte estão abandonadas. Precisamos trabalhar no sentido de recuperar esses locais dando oportunidades para que crianças e jovens tenham onde praticar esportes e usufruírem de lazer.
Outra área que pretendo atuar em defesa da população é na parte de transporte público. Mudanças podem ser feitas sem causar prejuízos ao trânsito e à população, fazendo com que este serviço seja melhorado.
Quanto ao trânsito, é importante dar uma atenção especial à segurança de pedestres, ciclistas e motociclistas assim como, viabilizar algumas modificações nas principais vias que possam minimizar os efeitos dos congestionamentos e a recuperação do asfalto das vias. A DF – 001 no trecho que liga o viaduto da Samambaia/BR-060 ao viaduto do Periquito na DF-001, passando pelo Recanto das Emas, está em péssimo estado de conservação.
Quem por lá passa seja de ônibus, de carro ou caminhão, sabe o transtorno que causa. De repente, se o governo quisesse, ao invés de destinar R$ 123 milhões para fazer propaganda, poderia ter destinado parte desse recurso para melhorar as condições da DF-001.
Tenho um projeto elaborado e independente de Pré-candidatura para revitalizar as vias da DF-001 no trecho do Pistão Sul de Taguatinga. Uma obra super barata e que vai melhorar e muito a vida de quem por lá trafega diariamente. Mas este eu protocolarei nos próximos dias no DER para que não digam que é deles.
Outra coisa é a existência de certos pardais em locais que não deveriam existir pelo transtorno que causa. Exemplo: no trecho entre o viaduto da Samambaia e antes da CPRV para quem segue na EPNB no sentido do Núcleo Bandeirante, tem um pardal que filma. Mas neste local, temos a existência de um encontro de vias de quem vem da Samambaia, do Riacho Fundo II, Gama, Recanto das Emas e da BR – 060. Como é muito estreita e possui um curto trecho de via de aceleração junto à faixa exclusiva dos ônibus, muitos motoristas acabam utilizando dessa faixa até terem condições de ingressar na pista normal à esquerda. Mas enquanto não conseguem, são multados por este pardal o que considero uma desonestidade. O certo é colocar a faixa exclusiva para iniciar mais à frente e instalar este pardal na CPRV retirando aquele de 60km/h que tem lá.

 

 

 

E sobre a falta d’água no DF? Como você vê essa situação?

Professor Edgard: A questão da falta e racionamento de água foi falta de planejamento. Mais cidades e moradias surgiram, A cidade cresceu e a população aumentou. Mas a captação e armazenamento de água não aconteceu. Não houve essa preocupação da forma correta por parte dos governantes.
Quando Roriz falou da construção da barragem de Corumbá IV, muita gente criticava. Mas eu me lembro bem quando ele dizia que a barragem estava sendo construída para que não faltasse água a partir dos próximos 20 anos. Estamos praticamente a 20 anos depois desse episódio e a falta d’água aconteceu.
Se minha população cresce constante e exponencialmente, há de chegar uma hora que a água que tenho para satisfazer 1 milhão de pessoas ao ano não será suficiente para satisfazer 2 milhões. Um dia há de acabar e o povo ficará com sede.
O que fazer então? Investir mais na captação, processamento, tratamento, armazenamento e distribuição.

Qual a principal diferença entre o Sr. e os outros pré-candidatos?

A principal diferença é quanto à minha origem, onde moro, quem eu sou, de onde vim, o que vivi, o que vivo com meus conterrâneos e moradores das satélites. Não tenho nada contra às pessoas de melhores condições financeiras que residam em áreas nobres do DF, que pertençam às classes mais altas da sociedade. Entretanto, nossa população precisa entender que quem estudou, trabalha e conhece escolas públicas e seus problemas de perto, que é gestor de escola, que respira educação por trabalhar nela, que conhece e convive com as péssimas condições e problemas que Hospitais Públicos, Centros de Saúde e UPAs funcionam, que conhece de perto os problemas enfrentados pela população quanto à falta de atendimento médico, que conhece as péssimas condições insalubres que nossos servidores são obrigados a suportar em detrimento das mais variadas causas tanto nas escolas como nos hospitais, as condições de funcionamento das Delegacias e demais setores da Polícia Civil bem como das condições de trabalho dos Policiais Civis, Militares e Bombeiros.
Se temos alguém que conhece de perto nossa realidade, que convive conosco, que divide conosco nossas angústias e sofrimentos, temos mais condições de cobrar, de pedir ajuda, de colaborar. Não esperem que alguém que não trafegue com seu carro de luxo pelas ruas de nossas cidades e que estoure um pneu nos buracos das nossas vias, vá lutar para termos vias em bom estado de conservação não.

Para finalizar nosso bate papo, que mensagem você quer deixar para os leitores?

Professor Edgard: Quero dizer a vocês que não esperem que alguém que não dependa dos serviços públicos como saúde, educação e segurança venha lutar por você não.
Porque não vem. Não vieram, não vem e não virão.
É o recado que eu deixo para você que está lendo essa matéria.
Não que esses “alguéns” que toda eleição aparecem pedindo voto, se passando de boas pessoas, que tem muito dinheiro, que não são pobres, que são donos de empresas, que te compram seu apoio te dando um emprego, que não convivam com os problemas que nós convivemos, venham depois resolvê-los, porque já tiveram muitas oportunidades de resolverem e não resolveram.
Não sejamos tolos, massas de manobra, ingênuos. Sejamos espertos. E vamos dar oportunidade para gente nova, sangue no olho, que não tem medo de lutar por nossos direitos, que nos represente de verdade.
Pensem nisso. Reflitam com calma. Avaliem os anos anteriores, as eleições anteriores, as candidatas e os candidatos das eleições anteriores. Os atuais deputados, senadores. Avalie bem.
Não seja a galinha de Hitler.
Tenham todos uma boa sorte.
Recebam carinhosamente meu forte abraço, fraterno e amigo.
E a você Paulo, parabéns pelo seu trabalho, meu muito obrigado pela oportunidade de dizer o que eu penso não só como gamense de coração, mas como um cidadão brasiliense que tem esperança de um dia poder fazer a diferença na vida das pessoas que aqui vivem. Nessa vida ou numa próxima. Mas luta não vai faltar.

Fiquem com Deus.
Carinhosamente,
Professor Edgard.

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