Morre jovem que fez disparo em academia de tiros na Asa Sul

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Com apenas 22 anos, a jovem chegou a ser levada para o Instituto Hospital de Base, mas não resistiu ao ferimento na cabeça

Michael Melo/Metrópoles
Morreu, às 17h40 dessa terça-feira (19/6), a jovem de 22 anos que fez um disparo de arma de fogo dentro de uma academia de tiro esportivo na 511 Sul. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Segundo fontes policiais, a jovem alugou um revólver e atentou contra a própria vida, por volta das 10h30. Ela estaria treinando na academia há uma semana e foi socorrida com vida ao Instituto Hospital de Base (IHB). Mas não resistiu ao ferimento na cabeça. A jovem era habilitada para as aulas de tiros. Nas redes sociais, dava sinais de depressão.A reportagem esteve na academia nessa terça. Funcionários de uma oficina que fica ao lado da academia disseram não ter ouvido barulho de tiros. “Só vimos a movimentação quando a mulher saiu toda ensanguentada. Ainda estava viva e foi levada por uma ambulância”, contou um deles.

Nesta quinta-feira (21), a academia iniciaria um curso de introdução ao tiro com armas curtas. Para participar, os pré-requisitos eram: ter mais de 18 anos e não responder a nenhum processo criminal. A carga horária do treinamento é de 7,5 horas, divididas em três aulas, com 100 disparos. O valor cobrado é de R$ 690.

A academia não se manifestou sobre o ocorrido. O estabelecimento fechou as portas na terça. A previsão de reabertura é para esta quarta (20). Uma equipe da Secretaria de Segurança Pública e Paz Social esteve na academia (foto em destaque).

A documentação do estabelecimento está em dia e os profissionais que trabalham no local são habilitados. A Guns existe há anos.

Busque ajuda
O DF em FOCO tem a política de divulgar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para que o ato não seja estimulado. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.

Depressão, esquizofrenia e o uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Arte/Metrópoles

A cada mês, em média, 1 mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília no qual se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem 24 horas por dia a quem precisa.

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