Justiça manda leiloar Ferrari, BMWs e Porsches para ressarcir vítimas de esquema de pirâmide no DF

Caso envolve moeda virtual falsa Kriptacoin. Lance mínimo para grupo de 16 carros de luxo varia de R$ 35 mil a R$ 1,3 milhão.

Ferrari colocada a leilão para ressarcir vítimas da Kriptacoin — Foto: Leiloeiros de Brasília/DivulgaçãoFerrari colocada a leilão para ressarcir vítimas da Kriptacoin — Foto: Leiloeiros de Brasília/Divulgação

Ferrari colocada a leilão para ressarcir vítimas da Kriptacoin — Foto: Leiloeiros de Brasília/Divulgação

A Justiça do Distrito Federal colocou para leilão 16 carros de luxo apreendidos durante as investigações contra o esquema de pirâmide envolvendo a falsa moeda virtual Kriptacoin. São veículos de marcas como Ferrari, BMW, Porsche, Mercedes-Benz, Audi e Land Rover.

O dinheiro servirá para ressarcir as vítimas. De acordo com a página especializada onde os carros foram anunciados, o lance mínimo varia de R$ 35 mil a R$ 1,3 milhão – para uma Lamborghini 2015.

O automóvel mais velho é de 2007. Já o mais novo foi lançado em 2017. Os leilões estão marcados para 28 de março e 2 de abril.

Os automóveis podem ser visitados no Depósito da Polícia Civil em 25 de março. O local fica em Sobradinho, na DF-440, na Rota do Cavalo.

Segundo o Ministério Público, uma aeronave e um helicóptero também foram apreendidos na Operação Patrick, mas não vão a leilão porque um acordo com os proprietários permitiu a recuperação de R$ 1,5 milhão, referente ao pagamento parcial desses bens pelos réus.

“Todo o dinheiro arrecadado, tanto na venda dos bens como nos leilões, será utilizado para ressarcir as vítimas do grupo criminoso”, afirmou o MP.

BMW colocada a leilão para ressarcir vítimas da Kriptacoin — Foto: Leiloeiros de Brasília/DivulgaçãoBMW colocada a leilão para ressarcir vítimas da Kriptacoin — Foto: Leiloeiros de Brasília/Divulgação

BMW colocada a leilão para ressarcir vítimas da Kriptacoin — Foto: Leiloeiros de Brasília/Divulgação

Réus

Quatro acusados de envolvimento no esquema de pirâmide Kriptacoin se tornaram réus na Justiça e vão também responder por lavagem de dinheiro. Inicialmente, eles tinham sido “poupados” das queixas, mas o Ministério Público recorreu, e a 2ª Turma Criminal revisou a decisão.

Ao todo, o MP apresentou três denúncias contra os suspeitos de participação no esquema que explorava a moeda virtual Kriptacoin. Ele buscava enganar os investidores prometendo ganhos de 1% ao dia – incompatível com qualquer investimento financeiro real.

Em abril de 2018, 13 pessoas foram condenadas por crime contra a economia popular, ocultação de bens, falsidade ideológica e organização criminosa – em decorrência da primeira denúncia. As penas variaram de 3 a 11 anos de prisão.

Duas outras denúncias foram apresentadas em 2018. Uma delas foi aceita parcialmente pela 8ª Vara Criminal de Brasília, que não considerou o crime de lavagem de dinheiro.

Na ocasião, novas pessoas foram incluídas no grupo criminoso, como a esposa de um dos réus e moradores de outros estados. Já na terceira ação, 11 envolvidos no esquema foram denunciados por pirâmide financeira.

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