Homem é condenado a 25 anos de prisão por queimar mulher viva

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O crime ocorreu em outubro de 2015, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), motivado por dívida de drogas

Daniel Ferreira/Metrópoles

O Tribunal do Júri de Brasília condenou Willian da Silva Ferreira a 25 anos, 6 meses e 7 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato cruel de Rita de Cássia Moura de Araújo – que foi queimada viva – e pela tentativa de homicídio de José Alisson da Rocha Silva.

Os crimes aconteceram em outubro de 2015, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), e foram motivados por dívida de drogas.

Segundo a pronúncia, Willian e o comparsa Farley Viana Roquete (até hoje foragido) teriam ateado fogo em Rita, usando material inflamável. A mulher não resistiu aos ferimentos.

Na mesma ocasião, Roquete, contando com a ajuda de Willian, teria desferido vários golpes de faca contra Alisson. Pela acusação, além de fornecer o material inflamável e de ajudar o comparsa na efetivação dos crimes, Willian teria conduzido Farley ao local em que as vítimas estavam e depois lhe dado fuga no mesmo veículo.As vítimas eram usuárias de drogas e estavam dormindo na passarela em frente ao Hipermercado Extra, quando foram atacadas.

Durante o julgamento, o promotor requereu a condenação do réu nos termos da pronúncia, enquanto a defesa pediu a absolvição por negativa de autoria. Reunidos na Sala Secreta, os jurados votaram pela condenação e pelo acolhimento das qualificadoras.

Em relação à vítima Rita de Cássia, Willian foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e com uso de meio que dificultou a defesa da vítima, em relação a José Alisson da Rocha Silva.

O réu respondeu ao processo preso e não terá direito de recorrer da sentença em liberdade.

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