Físico brasileiro Marcelo Gleiser ganha “Nobel da espiritualidade”

O prêmio reconhece o trabalho de profissionais que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida

Reprodução/Facebook

O físico brasileiro Marcelo Gleiser ganhou o Prêmio Templeton deste ano, honraria que pode ser considerada como uma espécie de Nobel do diálogo entre a espiritualidade e a ciência.

O prêmio, já concedido a Madre Teresa de Calcutá e Dalai Lama, reconhece os profissionais que tenham feito uma “contribuição excepcional para afirmar a dimensão espiritual da vida, seja por insights, seja por descoberta ou trabalhos práticos”, como define a fundação responsável pela condecoração.

Pelos feitos, Gleiser será o primeiro profissional da América Latina a ganhar o prêmio. Ele receberá o valor aproximado de R$ 5 milhões (1,1 milhão de libras esterlinas). Uma cerimônia de premiação em Nova York está prevista para o dia 29 de maio.

 

Segundo a Fundação Templeton, responsável pela condecoração, o físico é “uma voz proeminente entre os cientistas, tanto do passado quanto do futuro, que rejeita a noção de que a ciência sozinha pode levar a verdades absolutas sobre a natureza da realidade”.




“O professor Gleiser incorpora os valores que inspiraram meu avô a estabelecer o Prêmio Templeton e a criar a Fundação John Templeton”, disse Heather Templeton Dill, atual presidente da John Templeton Foundation. “O trabalho dele exibe uma inegável alegria pela exploração. Ele mantém a mesma sensação de maravilhamento contemplativo que experimentou pela primeira vez quando criança na praia de Copacabana, contemplando o horizonte ou o céu noturno estrelado, curioso sobre o que está além”, acrescentou Heather.

“O caminho para a compreensão e a exploração científica não é apenas sobre a parte material do mundo, mas também é uma parte espiritual”, disse Gleiser em vídeo, ao aceitar o prêmio. “Minha missão é trazer de volta para a ciência, e para as pessoas interessadas na ciência, esse apego ao misterioso, para fazer as pessoas entenderem que a ciência é apenas mais uma maneira de nos envolvermos com o mistério de quem somos”, completou.

Atualmente, o brasileiro é professor de Física e Astronomia da Dartmouth College, em Hanover, nos Estados Unidos.

 

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