Ex-diretor de escola é preso pela PCDF por suspeita de pedofilia

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As investigações demonstram que os atos de A.S.S eram praticados desde a década de 1990, tendo reunido o maior arquivo de imagens de pedofilia já encontrado pela PCDF em uma única ação

Um ex-diretor de escola particular do DF foi preso durante uma operação da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O – Ceilândia) para o combate à pedofilia. O homem é suspeito de integrar um esquema criminoso voltado para a prática de estupro, estupro de vulnerável e venda de imagens sexuais envolvendo menores. A operação foi batizada de Lex Scantinia.

De acordo com a Polícia Civil, em maio deste ano a corporação cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do acusado A.S.S, de 53 anos, onde foi apreendido um HD, com centenas de vídeos e imagens sexuais, envolvendo o próprio acusado com adolescentes do sexo masculino, que aparentam idades entre 12 e 17 anos.

As investigações demonstram que os atos de A.S.S eram praticados desde a década de 1990, tendo reunido o maior arquivo de imagens de pedofilia já encontrado pela PCDF em uma única ação.

Os policiais conseguiram identificar também um homem que comprava as imagens de A.S.S. Ele foi localizado por policiais civis do DF no Estado de Minas Gerais, onde se encontra preso preventivamente.

De acordo com o delegado-chefe da 24ª DP, Ricardo Viana, o segundo acusado foi preso no bairro Nova Esperança, em Belo Horizonte/MG. Durante o cumprimento ao mandado de busca na residência dele, os agentes localizaram, de posse do criminoso, um aparelho celular com várias fotos de crianças e adolescentes nus e em cenas de sexo. O criminoso foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia da capital mineira.

Foi comprovado ainda que os dois criminosos compartilhavam entre si e também na internet – via deep web -, imagens e vídeos de crianças e jovens em cenas de sexo, e também mantinham conversas por meio do aplicativo whatsapp.

“Há indícios de que essas imagens foram repassadas a outras pessoas da capital federal e também de outros Estados. Pelo menos dez vítimas desses criminosos já foram identificadas”, explica o delegado.

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