Com time na “terra das compras”, Flamengo aposta em força-tarefa para garantir presentes no Brasil

Diretoria se divide entre Florida Cup e Rio de Janeiro para tocar negociações em andamento. Com Bruno Henrique e Arrascaeta próximos, clube inicia semana de alta expectativa por mais reforços

Marcos Braz junto a Rodrigo Caio: vice de futebol ficou no Rio atrás de mais reforços — Foto: Divulgação

Marcos Braz junto a Rodrigo Caio: vice de futebol ficou no Rio atrás de mais reforços — Foto: Divulgação

O Flamengo está nos Estados Unidos, mas o foco principal segue no Brasil. A diretoria rubro-negra se dividiu entre Rio de Janeiro e Orlando – cidade considerada a “terra das compras” devido aos parques temáticos como a Disney, “outlets” com grandes descontos e ainda com baixa taxa do governo do estado sobre os produtos. Mas os presentes para os rubro-negros devem vir de dentro do próprio país.

+ Veja as contratações e saídas do Flamengo para 2019

Enquanto o gerente de futebol, Paulo Pelaipe, e o diretor de futebol, Carlos Noval, acompanham o time para a disputa do Torneio da Flórida e na pré-temporada em solo norte-americano, uma força-tarefa continua no Rio atrás de reforços. Marcos Braz, vice-presidente de futebol; Luiz Eduardo Baptista, o Bap, vice de relações externas, e Bruno Spindel, atual CEO enquanto Reinaldo Belotti não assume o cargo, ficaram para tocar junto ao comitê do futebol as negociações em andamento.

E a semana começa com alta expectativa por contratações no Rubro-Negro, que por enquanto só anunciou o zagueiro Rodrigo Caio, ex-São Paulo. Porém, outros nomes estão em negociações avançadas, e os mais próximos são o atacante Bruno Henrique e o meia Arrascaeta. A diretoria fez uma proposta de R$ 27 milhões que agradou ao Santos, enquanto já tem o “sim” do uruguaio, que está em litígio com o Cruzeiro e sequer se reapresentou em 2019.

Gerente de futebol, Pelaipe viajou com o time para a Flórida Cup — Foto: Thiago Lima

Gerente de futebol, Pelaipe viajou com o time para a Flórida Cup — Foto: Thiago Lima

Outros alvos que o Flamengo insiste, mas têm negociações consideradas mais complicadas, são de Gabigol e Dedé. A diretoria fez uma proposta de empréstimo por um ano que agradou ao atacante ex-Santos, mas a Internazionale, da Itália, ainda não respondeu e aguarda propostas da Europa, como do West Ham, da Inglaterra. Pelo zagueiro, por sua vez, o clube ofereceu R$ 35 milhões e o perdão da dívida de Mancuello, mas o Cruzeiro faz jogo duro.

A prioridade da comissão técnica é reforçar o setor ofensivo, e no último mês o clube abriu diálogo pelos meias Rodriguinho, do Pyramids FC, do Egito; Matías Vargas, do Vélez Sarsfield, da Argentina; e Gerson, da Roma, da Itália, e emprestado para a também italiana Fiorentina. Mas as negociações não avançaram. Mais recentemente, o atacante Alan, ex-Fluminense e atualmente no Guangzhou Evergrande, da China, também foi procurado, mas a negociação não andou e o atacante deve ir para o Galatasaray, da Turquia.

Com cerca de R$ 100 milhões para investir em contratações, o Flamengo corre para reforçar o elenco e dar mais opções ao técnico Abel Braga antes da estreia no Campeonato Carioca, no dia 20, contra o Bangu. Mas ao mesmo tempo a diretoria adota cautela devido às altas cifras que têm inflacionado o mercado e diante da dificuldade das negociações. A “terra das compras” fica nos EUA, mas a “temporada de compras” pode esquentar a qualquer momento no Rio.

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