Adolescentes infratoras fogem de prédio onde ocorria evento do GDF

0
69

Duas adolescentes que cumprem medida socioeducativa driblaram a segurança e fugiram de um evento sediado na Fundação Escola Superior do Ministério Público do DF e Territórios, na 502 Sul. Elas estavam na Unidade de Internação de Santa Maria (UISM), mas foram levadas pela direção do centro para participar da solenidade no Plano Piloto. O sumiço ocorreu na tarde de quarta-feira (18/10).

Livres de algemas, elas escaparam pela porta da frente da fundação, enquanto ocorria o 1º Encontro Socioeducativo sobre Gênero, organizado pela Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude (Secriança).

As adolescentes aproveitaram um intervalo entre duas palestras para deixar o local pela única entrada do prédio. Ninguém percebeu a fuga, na hora em que ocorreu. Além delas, havia outras seis internas no seminário. As adolescentes eram monitoradas por duas integrantes da gerência de segurança da UISM.

Após notarem a ausência das jovens, agentes socioeducativos que assistiam ao encontro — mas não as acompanhavam — tentaram localizá-las nas proximidades. Seguranças da fundação auxiliaram nas buscas, mas, até a publicação deste texto, elas não haviam sido encontradas.A Secriança confirmou o caso  e acrescentou que as adolescentes em conflito com a lei estavam no local por autorização judicial da Vara da Infância e da Juventude (VIJ), do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT).

A Pasta, porém, não confirmou a quantidade de funcionários responsáveis pelo monitoramento no momento do incidente. A secretaria informou, ainda, que notificou as polícias Militar e Civil, Ministério Público e VIJ.

GOOGLE STREET VIEW/REPRODUÇÃO

Google Street View/Reprodução

Fundação Escola Superior do MPDFT: internas fugiram durante palestra no prédio, que fica na 502 Sul

 

Falha
O presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa do DF (Sindsse-DF), Walter Marques, apontou precariedade no monitoramento das meninas. “Recomenda-se que, em caso de deslocamento do adolescente infrator, haja pelo menos dois agentes para cada interno. No momento da evasão, a quantidade de profissionais era insuficiente”, criticou.

Marques acrescentou que, para autorizar a escolta de adolescentes infratores, as unidades devem solicitar os serviços de agentes da Diretoria do Serviço de Segurança, Transporte e Acompanhamento (Disstae), da Secriança, treinados especificamente para esse tipo de situação. Entretanto, não havia servidores da Disstae mobilizados para acompanhar as jovens no evento na Asa Sul.

A Secriança não respondeu às denúncias sobre a ausência de profissionais qualificados para monitorar as internas. A coordenadora da Fundação Escola Superior do MPDFT, Linda Figueiredo, disse que não tinha conhecimento da presença de infratoras no local. “Apenas cedemos o espaço para o encontro”, explicou.

A reportagem tentou contato com o diretor da UISM, Antônio Raimundo dos Santos, mas ele não atendeu aos telefonemas.

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA