Polícia prende suspeitos de agredir transexual em lanchonete do DF

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Polícia prende suspeitos de agredir transexual em lanchonete do DF
Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na noite dessa segunda-feira (16), dois homens e uma mulher suspeitos de agredir uma transexual em uma lanchonete de Taguatinga. O crime ocorreu no dia 1º de abril e foi registrado por câmeras do circuito interno de segurança do local.

De acordo com investigações , a vítima foi agredida com pedradas, pedaços de ferro e cadeiradas. Um cliente, que chegava ao comércio, socorreu
Jéssica Oliveira da Silva, 28 anos, ao hospital em razão da gravidade dos ferimentos.

Os suspeitos foram presos em Taguatinga e Sobradinho em cumprimento a mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça do DF.

Relembre o caso

Era domingo de páscoa, quando a estudante Jéssica Oliveira, voltava para a casa, após se divertir com os amigos. Faltava poucos metros para chegar em casa, que fica na QNJ, em Taguatinga, quando a mulher transexual foi surpreendida por quatro homens por volta das 4 horas da manhã. De início, acreditava ser mais um assalto, mas depois percebeu que era agressões por conta da sua orientação de gênero. “Pegaram minha bolsa, mas depois devolveram. Não levaram nada”, conta.

Para se defender dos chutes, socos e pauladas, ela correu para dentro de um comércio que fica na Hélio Prates. Ainda assim, os homens continuaram a agredir. “Gritavam que era para eu virar homem. Pensei que iria morrer e seria mais uma Dandara (travesti que foi morta após ser espancada). Gritava pedindo socorro, mas sabia que não podia reagir, se não iria apanhar ainda mais”, lembra Jéssica.

Jéssica conseguiu pegar as imagens do circuito interno do comércio em que tentou se abrigar. No vídeo, é possível ver dois homens se aproximando da mulher dando chutes. Depois, um deles pegam a cadeira da lanchonete para bater em Jéssica. “Apanhei muito. Sentia meus reflexos diminuindo. Me bateram por uns cinco minutos, e sempre tentando acertar minha cabeça”, afirma.

Agora, ainda se recuperando dos machucados e com alguns hematomas pelo corpo, a estudante diz querer justiça. “Não é a primeira vez que sou agredida. Não saio de casa há dias, porque estou estudando para concursos já que o mercado de trabalho para mim é complicado. E quando saio acontece isso”, lamenta.

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