TERROR – Ciganos deixaram faca encravada na boca e no peito de vítima em Planaltina

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Ciganos deixaram faca encravada na boca e no peito de vítima em Planaltina

A ex-patroa da vítima disse que já suspeitava dos ciganos

Ciganos suspeitos de cometerem crimes graves, com tortura, no Distrito Federal e em Goiás, foram presos pela Polícia Civil. Aqui, eles cortaram os dedos de um idoso e mataram um caseiro com oito facadas deixadas encravadas em seu corpo. O esclarecimento dos crimes foi comemorado por conhecidos de uma das vítimas, que compareceram a apresentação dos envolvidos à imprensa.

A 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) cumpriu os mandados de prisão preventiva contra integrantes do grupo criminoso de ciganos neste mês. A última prisão ocorreu há três dias. As investigações apontaram que os suspeitos chegavam às localidades com nomes fictícios e, após cometerem os crimes, fugiam para outros estados, o que dificultava a identificação e captura deles. Segundo as investigações, as intenções criminais tinham fins patrimoniais, mas, não satisfeito, eles torturavam e mataram.

O bando é acusado de crimes gravíssimos, praticados entre 2012 e 2017, no Distrito Federal e em Goiás, com grandes requintes de crueldade e com uso de arma branca. Na capital, foram ao menos dois em Planaltina. O primeiro ocorreu em outubro de 2016, no bairro Sulamericana, quando três pessoas invadiram a casa de um idoso de 88 anos e arrancaram seus dedos das duas mãos a facadas. O objetivo era roubar um cartão de benefício e sacar a quantia de R$ 800. “Eles desferiram também golpe na cabeça que, por milagre divino, ele não morreu. O crime fugiu do padrão dos demais violentos ocorridos na nossa área e começamos as investigações”, relata Edson Medina, delegado-chefe da 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina.

Um ano mais tarde, outro crime chocou a cidade. Em outubro de 2017, um caseiro foi assassinado com oito facadas em uma chácara no Núcleo Rural Sarandy. A patroa de Gerson Sá, 45 anos, uma mulher de 71 anos, contou a reportagem que não acreditava que a polícia chegaria a autoria do crime. “Foi cruel. Não tinha testemunha, foi à noite, o local era isolado. Minha intuição suspeitava dos ciganos, mas se não fosse o empenho dos investigadores não teriam desvendado nada”, acredita. O caseiro, conhecido como Zeca, morava na região há mais de 20 anos.

A mulher, que pediu para não ser identificada, disse que os ciganos se mudaram para uma casa próxima, no núcleo rural de Planaltina. “Era época de seca e sempre pegavam água com meu caseiro. Foram se aproximando e certamente o observando porque ele ficava sozinho”, conta. Certo dia, o grupo se mudou e voltou apenas para cometer o crime. A intenção, segundo as investigações, era subtrair eletro-eletrônicos da casa. O homem foi amarrado para que o roubo fosse cometido e, depois, brutalmente assassinado.

A ex-patroa da vítima conta que não viu a cena da tragédia. “A polícia não aconselhou. Ele foi amordaçado, levou cinco facadas na barriga, uma no peito e uma na boca”, diz a mulher. O grupo deixou duas facas no corpo da vitima: na boca e no peito.

Quatro presos

De acordo com a PCDF, a partir de investigações, a Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio) identificou os responsáveis e elucidou os dois crimes. Quatro pessoas foram presas, sendo três irmãos ciganos. As prisões dos criminosos ocorreram em Minas Gerais, em Goiás e em Planaltina, no DF.

Um dos envolvidos, Derli da Silva Moura, 23, tinha oito mandados de prisão expedidos pela Justiça de Goiás. O homem é acusado de participar da chacina em Anápolis (GO) em 2013, quando cinco pessoas da mesma família foram mortas com requintes de crueldade: elas foram colocadas de joelhos e, ainda vivas, tiveram as orelhas decepadas.

Ele também estuprou uma criança em Caldas Novas, na frente do próprio pai da vítima. Dias após o ataque bárbaro, o pai da criança se suicidou. Outra prática comum desse criminoso era roubar mulheres e, em seguida, estuprá-las. Ele foi capturado na cidade de Buritis (MG), junto de um comparsa acusado de participar do latrocínio contra o caseiro. Segundo a Polícia Civil, ele tinha prevalência hierárquica em relação aos outros envolvidos com o bando, sendo que dois são irmãos: Maycon Alves da Silva, 18, e Juverlei da Silva Moura, 30.

Os três pertencem a grupos ciganos, o que tornou a identificação um desafio. “Essa comunidade não tem o hábito de cuidar das qualificações, não tem documento de identidade. No máximo, certidão de nascimento e, ainda assim, com origem suspeita”, conta o delegado-chefe. Apesar disso, não restam dúvidas de que são os responsáveis pelo crime. Eles foram reconhecidos por testemunhas. José Afonso Pereira Dutra Junior, 21 anos, é o único envolvido que não tinha relação com a comunidade cigana. Se condenados, os envolvidos podem ficar entre 15 e 30 anos presos por cada crime.

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