Vai que cola!!! Rollemberg pede 90 dias para detalhar lista de promessas concluídas

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O governo do Distrito Federal estima um prazo de 90 dias para detalhar, de modo público e acessível, a lista de metas de governo concluídas ou em andamento. Na última quarta (3), o Palácio do Buriti informou ter avançado em “82% dos compromissos firmados pelo governo”, mas negou acesso ao detalhamento do número.

a reportagem solicitou à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão – durante a coletiva de imprensa, por telefone e por email – o acesso à listagem preliminar de metas atendidas, usada para calcular esse índice de 82%. A pasta negou a divulgação do documento, e informou que ainda está conferindo, formatando e complementando os dados.

Segundo o governo, dos 467 compromissos firmados, pelo menos 383 registravam algum tipo de avanço nesses três anos. O índice de cumprimento chegaria a 100% em meio ambiente, 93% em gestão e governança, e 91% em infraestrutura, por exemplo.

O balanço de gestão foi divulgado poucas horas depois da reportagem publicar o especial “As promessas de Rollemberg”. O levantamento mostrou que, das 29 metas monitoradas desde 2015, 14 estavam concluídas ou parcialmente atendidas – um índice de 48,27%.

Conta que não fecha

Sem a lista oficial do governo, o G1 foi atrás do próprio plano de governo de Rodrigo Rollemberg, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na campanha de 2014. O documento, intitulado “Cidade, Cidadão, Cidadania”, se estende por 90 páginas e divide os 467 compromissos em 12 áreas temáticas.

No tema “meio ambiente”, por exemplo, o Palácio do Buriti diz ter avançado em 100% de 11 compromissos. O documento encontrado pela reportagem lista apenas 10, e inclui temas que não se converteram em medidas concretas nos últimos três anos.

Um dos objetivos do governo nessa área, por exemplo, era de “implementar, em debate com os setores organizados da sociedade, Política Distrital de Mudanças Climáticas, que contribua para a redução de emissões e a valorização de atividades econômicas de baixa emissão de carbono”.

Em buscas na internet, há poucas referências a qualquer “política distrital” nesse sentido. Nessa pesquisa, a reportagem descobriu que existe uma minuta (esboço) de decreto que “estabelece a criação imediata de instâncias de governança climática no DF”. O texto ainda não foi publicado.

A lista de metas também prevê “fortalecer o Zoneamento Econômico Ecológico”. O governo chegou a publicar um hotsite para coletar sugestões para esse projeto mas, até esta sexta-feira (5), o texto seguia em análise na Casa Civil.

Entre eles, há metas de difícil avaliação objetiva, como “atribuir transversalidade à política ambiental, na relação com as demais políticas públicas em Brasília”, ou “aproveitar o potencial econômico dos recursos ambientais e dos produtos da sociobiodiversidade, criando e desenvolvendo cadeias produtivas do Cerrado”.

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