Justiça Brasileira – Suspeito de matar jovem a facadas se apresenta à polícia e é liberado

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Suspeito de matar jovem a facadas se apresenta à polícia e é liberado
Reprodução

Homem chegou à DP na companhia do advogado; polícia descartou homofobia

O homem acusado de assassinar a facadas a jovem Anne Mickaelly, de 23 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (9), na companhia do advogado. O homem de 46 anos confessou ter matado a garota. Ele estava foragido desde o dia do crime, ocorrido no sábado (6), na QR 519, em Samambaia.

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Segundo as investigações, o homem relatou ter matado Anne em um momento de fúria. Disse que a garota havia se aproximado da casa da família e soltou fogos para anunciar que mataria alguém. Naquele momento, ele, que trabalha com venda de churrasquinho, pegou a faca usada para cortar a carne e partiu para cima de Anne.

A vítima correu por alguns metros, mas foi alcançada, sendo atingida no rosto e no pescoço. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro, mas a jovem morreu ainda no local das facadas.

Anne era natural de Presidente Dutra, no interior do Maranhão, e tinha apenas um parente morando no DF. Segundo a polícia, a família do suspeito havia acolhido a garota, mas resolveu distanciar-se por conta de seu envolvimento com drogas. Ela, então, foi morar em um apartamento próximo.

A polícia descartou a hipótese de que o crime tenha sido cometido por homofobia, uma vez que a filha do homem negou envolvimento com a vítima. O acusado não tinha passagens pela polícia e foi liberado após depoimento. O caso é investigado pela 32ª DP (Samambaia Sul).

Relato em rede social sobre homofobia

Em uma rede social, Anne relatou que sofreu homofobia. A postagem foi feita no dia 16 de novembro do ano passado e ela diz que o pai de uma menina com quem ela se relacionava tentou afastar o casal quando descobriu a união. O relacionamento anterior dessa menina era com um homem e teria sido abusivo. “Ela sofre calada. Comendo o pão que o diabo amassou, até que ela faz amizade com uma mulher gay. As duas saem, se divertem e a garota que tanto sofria, e só chorava, agora era feliz ao lado de um ser igual a ela”, afirma na postagem.

Anne ainda diz que a mulher decidiu separar e viver “aquele amor às escondidas pois ela sabia que seu pai jamais aceitaria”. O pai não teria aceito e disse que “preferia a filha morta do que vê-la com uma mulher”. A polícia ainda não confirma que o pai do relato seja o autor do crime. A peça que falta para o caso é o depoimento do foragido.

Também pelas redes sociais, familiares e amigos de Ane Mickaelly, tanto do DF quanto de Presidente Dutra (MA), se despediram da jovem, que deixa um filho de dois anos que morava com os pais dela no Nordeste. A mãe, Luzinete Monteiro, lamenta a perda da filha. “Hoje, o céu amanheceu escuro. Tiraram um pedaço de mim”, escreveu, “Filha, eu te amarei para sempre. Deus te dê conforto em sua nova morada”, finaliza.

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